O Vírus Terrorista

Sugestão de texto bíblico para reflexão: Mateus 25:34 a 46.

Olá meus amigos e amigas, estou novamente neste desafio de escrever sobre algumas coisas que tem me feito refletir sobre o que está ocorrendo em nosso país e no mundo.

Nestas duas semanas as temáticas que tem alterado o "norte" do mercado financeiro, foi a queda brusca do barril do petróleo internacional e o Coronavírus.

O primeiro está sendo motivado da guerra de preços protagonizado pela Rússia e Arábia Saudita. Onde a OPEP, organização dos maiores produtores de petróleo, onde está incluso a Arábia Saudita, resolveu diminuir a produção para recuperar o preço do petróleo que estava em queda deste o início do ano e a Rússia, que não pertence a OPEP, por sua vez não aceitou a medida.

Está guerra de preços do barril do petróleo afeta diretamente a população brasileira e a economia, levando em conta que o preço do dólar que já estava alto, tem levado o mercado brasileiro ha uma loucura, mostrando mais ainda o despreparo da equipe econômica de prever este tipo de situação, expondo a população a preços absurdos nos combustíveis e a própria oferta do mesmo, pois a maior empresa de petróleo do país, a Petrobrás, que foi e é um instrumento de controle do estado na economia e geração de emprego, é alvo de mutilação estrutural e econômica deste o governo Temer e está mais acentuado na governo Bolsonaro, como já escrevi em artigos anteriores.

AVALIAÇÃO CTB PETROLEIRA SOBRE A CAMPANHA REIVINDICATÓRIA 2019 E A LUTA EM DEFESA DOS EMPREGOS, CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

O preço vai Cair!

O preço vai Cair 2.0!

O Coronavírus tem se mostrado em alguns países como uma doença viral que não distingue cor, gênero e nem classe social. Porém em nosso país, esta doença tem mostrado o verdadeiro rosto dos governos municipais, estaduais e federal. Neste bolo incluo as empresas brasileiras independentes se são privadas ou públicas.

"A imprudência pode matar! 50% dos pacientes em reanimação são jovens, têm menos de 65/60 anos", informou Véran em entrevista ao canal de TV France 2. (FONTE:encurtador.com.br/aksJ4 )

Todas as medidas até agora adotadas dos governos brasileiros contra o alastramento desta doença só protege a população que está nas classes sociais mais favorecidas. E expõem desnecessariamente os excluídos, que te m crescido geometricamente deste 2016 no governo Temer e no governo Bolsonaro tem aumentando também drasticamente.

A prefeitura de Macaé, cidade onde trabalho e passo maior parte do meu tempo durante a semana, emitiu um decreto suspendendo as aulas das escolas públicas e privadas e proibiu eventos que acumule mais de 100 pessoas. Neste decreto tem outras recomendações, mas escolhi este para demonstrar como segregador é este decreto.

Segundo o Dieese e o IBGE boa parte das famílias são sustentadas por mulheres e que acumulam várias funções dentro de casa e fora de casa, independente da presença do esposo ou companheiro. Com a suspensão das creches e escolas onde os filhos ficarão? Quem cuidará dos mesmos?

Nesta mesma linha o governo do estado do Rio emitiu um decreto ainda na sexta-feira passada um pouco mais abrangente, suspendo o atendimento público dos órgãos públicos e suspensão das aulas nas escolas estaduais.

O problema permanece, onde ficarão os filhos?

Nem vou entrar na questão do governo federal, pois na pessoa do Presidente da República, além de incentivar atos contra o congresso e contra o judiciário, que foi alvo de uma denúncia junto ao Ministério Público Federal registrada por mim, o mesmo que tinha que estar em reclusão por recomendação médica para realização de uma contra prova de presença da doença, compareceu nos atos em Brasília, tendo contato com as pessoas, rompendo a reclusão.

Quando cito a situação das crianças é porque além de serem os mais expostos, é de responsabilidade do estado de dar proteção mínima para as mesmas. E jogar para dentro de suas residências sem dar condições mínimas para serem cuidadas por quem tem a guarda, só mostra visão difusa de nossas lideranças que estão ocupando cargos no poder público, como também o despreparo para um pandemia.

Neste último novamente é demonstrado o erro político e ideológico da defesa do estado mínimo. Bandeira defendida tanto no governo Temer como no governo Bolsonaro, na pessoa do próprio presidente como no ministro da economia Paulo Guedes. Isto é, deixar a segurança, saúde e educação para o controle da iniciativa privada, como também as empresas estatais estratégicas.

O Sistema Único de Saúde - SUS - Está sendo a principal ferramenta de diagnostico e tratamento dos afetados do Coronavírus, como também da ANVISA para fiscalização das fronteiras terra, mar e aeroportos.

Isto tudo de forma gratuita e universal para toda a população. Não consigo imaginar se fosse tudo privado e a população que já está sendo prejudicado pela exposição ao vírus, ter que escolher entre ficar empregado ou cuidar dos filhos e ter ainda que pagar pelo diagnóstico e possível tratamento.

Tenho certeza que sairemos desta crise de saúde pública, infelizmente com muitas baixas. O que deixo para que pensem junto comigo se o preço que estamos pagando poderia ser menor, caso o teto dos gastos não fosse aprovado no governo Temer (Bolsonaro votou a favor enquanto deputado federal) e os investimentos em saúde e educação não sofresse tantos cortes como sofreram deste 2016, mas drasticamente no governo Bolsonaro. Soma-se a isso o preço em termos um governo federal, estadual (RJ) e municipal (macaé e outros municípios podem estar inclusos aqui) inoperantes e cegos, onde claramente estão batendo cabeça, se preocupando com picuinhas de adversários políticos (eleições municipais este ano), e não dialogam com os movimentos sociais, sindicatos e demais organizações sociais para construir mecanismos de conter o avanço do vírus, principalmente na população mais carente.

Entendo que a ordem de fechar todas as empresas privadas ou públicas e órgãos públicos que não sejam essenciais (não somente as escolas e creches) e o fechamento das fronteiras seria a melhor opção. Lógico que dialogando com a sociedade civil (movimentos sociais, sindicatos, OAB e etc), com as Forças Armadas, com o judiciário e com os partidos políticos para a construção da forma de implementar, o acompanhamento e o período de "reclusão".

Pois o Coronavírus veio como uma doença internacional, porém nossos governos estão o transformando com suas atitudes, em um vírus terrorista que possui alvo certo: A classe mais pobre da população brasileira.