A unção de Bolsonaro é uma das múltiplas facetas do espírito do anticristo

Escrito pelo irmão e camarada Marcos Aurélio dos Santos.

Não é de hoje que os poderes opressores se unem em um conluio para oprimir o povo. Nos tempos de Jesus, o sinédrio representado pelo sumo sacerdote, autoridade máxima da religião se uniu ao império romano motivado pelo desejo de poder. Uma união maléfica com intenção de manter os pobres sob domínio e opressão, opressão não somente vinda do Império, mas das leis sufocantes estabelecidas dentro do sistema religioso. Esse conluio entre religião e estado resultou em profundo sofrimento e miséria entre o povo. Impostos injustos que chegavam a 50% da renda das famílias pobres, elevando o número de miseráveis em uma desigualdade social gritante.

Foi por esta razão que Jesus em suas andanças encontrou muita gente à margem do sofrimento. Pessoas doentes, leprosos, lunáticos, cegos, hemorrágicos, prostitutas que vendiam o corpo para ter o que comer, crianças famintas, mulheres violentadas e trabalhadoras e trabalhadores explorados. Foram encontros e desencontros em um contexto político-social perverso, de ódio, violência e preconceito às minorias, de abandono aos necessitados, pautados em uma política que favorecia os poderosos da religião e do estado.

Nada mais emblemático do que o presidente Jair Bolsonaro ir até o Templo de Salomão para ser ungido por Edir Macedo, o religioso mais poderoso do Brasil. Este encontro representa uma forte união de poderes das trevas, pautados em intenções maléficas para fortalecer os mecanismos de opressão ao povo. Bolsonaro a serviço dos ricos, Edir Macedo, servo de si mesmo, de seu império religioso construído às custas da exploração financeira a seus seguidores. Não foi uma mera visita diplomática ou uma participação em um culto. Este feito foi uma demonstração de que o governo Bolsonaro é anticristão, e está sendo conduzido pelo espírito do anticristo, e o mais grave, tudo isso é feito em nome de Deus, aliás, de igual modo também fizeram os religiosos no tempo de Jesus, que em nome de Deus, prenderam, torturaram e assassinaram Jesus.

A unção de Bolsonaro nada mais é do que a sinalização de movimentos do espírito do anticristo, que atua no mundo com uma missão destrutiva. Como disse Jesus, ele veio para roubar a paz e a alegria, matar os sonhos, utopias e destruir a esperança do povo. Mas tudo isso não é motivo para temer. Os seguidores e seguidoras do Cristo não se deixarão enganar. A unção realizada por Edir Macedo não tem poder para vencer o ungido de Deus, a palavra encarnada na vida, que é cheia de amor, esperança e fé.